Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Gustavo Picanço Feitoza é engenheiro ambiental e, desde 2025, atua como Diretor-Presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPÁAM), destacando-se na interseção entre gestão pública, tecnologia e preservação ambiental. Desenvolvendo soluções inovadoras, como o IPAAM Digital e a assistente virtual Yva, Feitoza reforça o compartilhamento de seu conhecimento na área somando aos embaixadores da Jornada de Sustentabilidade do RenovaBR.
Com uma trajetória consolidada no Amazonas, o gestor possui ampla experiência em consultoria ambiental, laudos técnicos, gestão de resíduos sólidos e infraestrutura sustentável. Antes de ingressar no Ipaam, foi superintendente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM) e Membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (CEMAAM), contribuindo para a formulação e aprimoramento de políticas ambientais. Além disso, também atua no setor privado, como líder do Grupo Gusta Mais. Com tamanha trajetória, o Alumni RenovaBR defende que desenvolvimento econômico e floresta em pé são agendas inseparáveis.
Da vivência com a floresta à atuação política
“Sempre fui inquieto quanto aos problemas ambientais e busquei entender como poderia usar a técnica e a inovação para gerar impacto positivo. Com o tempo, isso virou missão”, conta Feitoza. Segundo ele, seu interesse de atuar na área do meio ambiente e sustentabilidade surgiu a partir de sua vivência com a floresta e da consciência de que o Amazonas precisa ser liderado por pessoas que conhecem e respeitam o território
Mas, Gustavo logo percebeu que o conhecimento técnico não bastava e não transformaria realidades se não estivesse conectado às decisões que definem políticas públicas. “Hoje, consigo olhar para os problemas ambientais com profundidade técnica, mas também com uma visão política”, explica.
Transformação ambiental com inovação
No início deste ano, a liderança deixou a superintendência do Crea-AM, para assumir o cargo de direção do IPAAM, um órgão estratégico para a proteção ambiental no Amazonas.
Segundo Feitoza, o maior desafio da gestão tem sido garantir a agilidade sem abrir mão do rigor ambiental. “Lançamos o IPAAM Digital, modernizando processos de licenciamento e fiscalização. Além disso, implantamos a Yva, uma inteligência artificial e agente digital via Whatsapp para apoiar decisões internas e oferecer serviços em tempo real”, comenta. Além disso, durante esse período, a liderança ajudou a desenvolver o Bosque Vandete Rocha, um espaço que virou um símbolo do compromisso com a educação ambiental, voltado para as novas gerações.
Para ele, ambas as tecnologias implementadas ajudaram na agilidade e eficiência das decisões internas e atendimento das demandas, aproximando o órgão do cidadão. “O foco é sempre entregar valor para a sociedade com responsabilidade e criatividade”, diz Feitoza. Tal aprendizado veio tanto de sua experiência no setor público, quanto na esfera privada, onde entendeu que a inovação só faz sentido se estiver disposta à solucionar problemas reais.
Apesar dos avanços, o atual diretor do órgão reconhece que existem inúmeros desafios para conciliar uma agenda de desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Ele pontua que, atualmente, apostam na bioeconomia e no uso sustentável dos recursos, além da regularização ambiental. “O desenvolvimento precisa reconhecer o valor da floresta viva e o desafio é garantir que cada decisão leve em conta tanto o impacto ambiental, quanto o potencial de transformação social”, complementa.
Jornada Sustentabilidade do RenovaBR
“A Jornada Sustentabilidade é uma rede potente e ser embaixador me permite inspirar e ser inspirado por outros líderes comprometidos com o futuro”, diz Feitoza.
Para ele, a oportunidade é uma chance de amplificar a inovação com propósito e o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidência, gerando lideranças com impacto real.
Ele explica que a transformação acontece primeiro a partir da escuta ativa, conhecendo a realidade local antes de propor soluções. “Sustentabilidade não é um tema bonito. É uma responsabilidade. E ela exige preparo, persistência e compromisso coletivo”, finaliza.